Adulteração de textos messiânicos

13/03/2017 17:34

O esforço do judaísmo ortodoxo tardio em descaracterizar, ou pelo menos, em prevenir a comunidade de uma “livre associação” entre textos messiânicos com a figura de Yeshua continua ainda de forma mais intensa, quando se trata de uma tradução recente, do  Tanách (da Bíblia Hebraica – também conhecido como Antigo Testamento pelos cristãos).

 

O problema reside no fato de que, como foi visto na questão das Haftarôt, há na estrutura do judaísmo posterior ao Segundo Templo, uma tendência a “ajustes” de ordem teológica na própria religião, de forma não haver lacunas para uma possível compreensão ou associação de Yeshua como uma figura messiânica. Para prevenir possíveis “distorções”, apela-se para todo tipo de “adaptação” textual, para que se alcance este objetivo. Pensar-se-á em algumas passagens das Escrituras cuja tradução é conduzida de tal forma que levam o leitor à conclusões previamente elaboradas, obviamente com fins profiláticos, como uma forma de prevenir outros Yehudim de perceberem a figura messiânica de Yeshua nestes possíveis textos. Citar-se-ão alguns textos na versão portuguesa da Bíblia Hebraica e será feita em seguida uma análise exegética destes textos, percebendo possíveis distorções ou interpolações.

 

Texto 1: Yeshayahu 9:6-7 (v.5-6 no texto hebraico)

“Pois nasceu entre nós uma criança, um  filho (de Achaz, da dinastia de David) nos foi dado. E sobre seus ombros estará a autoridade; por isso o Maravilhoso Conselheiro, o Elohim Todo-Poderoso e Pai eterno, alcunhou-o (a Hizikyáhu [Ezequias], o filho de Achaz) de Sar-Shalom  (Príncipe da shalom)...” Como já foi dito, as inferências entre parênteses são em alguns casos elucidativas, mas em outros, são ampliações do texto vinculando-os a uma tradição interpretativa. Neste texto a “criança”, a priori não identificada diretamente no texto, é associada ao filho do rei Achaz, neste caso o Rei Hizikyahu (Ezequias).  Observe, que as observações entre parênteses não constam no texto hebraico original, são interpretações de ordem especulativa, não havendo clareza no texto sobre tal possibilidade. Repentinamente, a “criança” ou o “menino”, cujo poder está sobre seus ombros, é nomeado de “Príncipe da shalom” por um terceiro sujeito: “O Elohim Todo Poderoso e Pai Eterno”. Estranho pois no texto hebraico esta estrutura final está da seguinte forma: Vaikrá [e chamar-se-á] sh’mô [seu nome] pélê [ maravilhoso] yoêts [conselheiro] Êl-Gibor [Elohim Forte] Aviád [Pai Eterno]  Sar-Shalom [Príncipe da Paz]. Como pôde ser observado, na tradução interlinear (trans literado) não há possibilidade para outra tradução, não há a expressão  “por isso”  usada pela Bíblia Hebraica em Português. Nem o artigo definido “o conselheiro”, como se houvesse uma outra pessoa no texto. Fica claro que todos os adjetivos usados no texto se aplicam à “criança” (O Mashiach) que nasceria e teria o poder sobre seus ombros.  Há nitidamente inferências artificiais no texto tendo em vista conduzir o leitor a uma interpretação intencionada.   Veja ainda que o tradutor deslocou os adjetivos messiânicos para o Eterno, obviamente para ofuscar a argumentação de séculos, de que este texto refere-se a Yeshua. Enfim, o que o texto do profeta deseja, é  demonstrar o caráter representativo do Mashiach, cuja função é revelar: o “Elohim Forte”, “O Pai da Eternidade”, etc.

 

TEXTO 2: Yeshayahu 7:14:

“Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel (Elohim está conosco)”.

 

Hú [ele] lachêm [para vós] ôt [um sinal] hinê [eis] haalmá [a moça] hará [grávida] veylédét [dará à luz] bên [um filho] v’karát [e chamará] sh’mô [seu nome] imanu-êl [Elohim conosco].

 

Quando um leitor das kadoshim escrituras lê este texto, percebe logo a diferença em relação as versões antigas, que traduzem geralmente o verso como: “...eis que a virgem dará à luz um filho...”, ao invés de “...eis que a moça...”. O problema reside na polêmica sobre a palavra hebraica “almá” [traduzida pelas versões não-judaicas como: virgem]. O argumento judaico é que esta expressão não significa “virgem”, mas “mulher jovem” ou “moça”. De fato, as Escrituras Hebraicas possui uma palavra específica para fazer referência a virgem, o termo “betuláh”. Porém, é óbvio que o termo “almá”, que  apesar de significar “moça” ou “menina jovem”, não descarta a hipótese de virgindade.

 

Sintetizando: A tradução em debate, quando adota esta tradução visa ofuscar a promessa do nascimento virginal do Mashiach. Deve-se ter em mente que o texto de Yeshayahu se refere a um sinal, no hebraico “ôt”אות , expressão sempre usada nas Escrituras associada à “sinal sobrenatural” [salvo raras exceções] (Shemot 7:13 – sinais e maravilhas), não há nada “sobrenatural” em uma pessoa normal dar à luz, porém uma moça jovem dar a luz em estado de virgindade, é um “sinal sobrenatural”.   Yisrael teve em sua trajetória vários casos em que mulheres que não podiam dar a luz de forma natural e conceberam por intervenção do Eterno, obviamente não eram virgens, mas eram estéreis, e Elohim por sua intervenção as fez conceber (como Sarah em idade avançada). Há algum limite para o poder do Eterno? Não seriam estes casos que vão desde Sarah, passando por Chana até Elysheva (parente de Myriam), sinais de uma concepção ainda mais milagrosa que ocorreria quando o Mashiach viesse ao mundo?

 

TEXTO 3: Yeshayahu 52:13—53:12.

Este é o texto mais adulterado da versão portuguesa da Bíblia Hebraica. Far-se-á uma análise de alguns trechos considerados de maior gravidade. Este trecho é comumente conhecido, como se referindo ao “servo sofredor”, associado durante muitos anos no judaísmo a figura do Mashiach, como bem demonstra alguns targumim e trechos do Talmud. Houve uma mudança de ponto de vista hermenêutico (interpretativo), na estrutura do judaísmo da idade média, tendo em vista prevenir a associação da figura de Yeshua (mashiach) com este texto. Houve um consenso rabínico de se procurar uma interpretação alternativa a Yeshayahu 53, ao invés de associá-lo ao Mashiach. Yeshayahu 52:13 que começa na Bíblia Hebraica em português como: “Eis que há de prosperar Meu servo (o povo de Yisrael)...” Deixa óbvia a interpolação entre parênteses e proposta de associação entre o “servo” com o “povo de Yisrael”, descaracterizando o caráter messiânico da profecia. Estranho, para uma versão que se propõe manter seus vínculos com a tradição, ignorar como o Targum Yonatân traduz o começo do texto: “Eis que o meu servo o Mashiach (o Ungido), há de prosperar...”. Em Yeshayahu 53:4 a Bíblia Hebraica em português propõe a seguinte tradução: “Na verdade, eram os nossos sofrimentos (das nações) que (Yisrael) suportava, e as dores que o oprimiam, mas nós o considerávamos um ser aflito, golpeado e ferido por Elohim”. Veja a diferença, na tradução interlinear (literal) no quadro abaixo:

 

Akhên [certamente] chalayênu [nossas enfermidades] hú [ele] nassá [levou] umakhovêinu [e nossas dores] sevelêm [carregou] vaanáchnu [e nós] chasháv’nehú [o julgamos] nagúa [golpeado] muké [ferido] elohim [de Elohim] umuné [e oprimido].

 

Não há, obviamente nem “Yisrael” e nem as “nações” no  texto original. Mas, observe, que o tradutor colocou “...as dores que o oprimiam...”. Associando assim a “dor” à 3ª pessoa (ele), como se o texto estivesse associando “as dores” ao sujeito descrito no texto, que para a versão é “Yisrael”. Mas, no original não é bem assim. O que se vê é o uso da expressão “umakhôvêinu”  que está na 1ª pessoa do plural (nós) como indica o sufixo “einu”. O texto está dizendo que “ele” (o servo sofredor – o Mashiach) levará as “nossas dores”, ou seja, as dores do povo de Yisrael e não o contrário, como se Yisrael carregasse em si suas próprias dores.

 

Uma curiosidade sobre este trecho é que na tradição judaica, anterior à idade-média, este era interpretado como se referindo ao Mashiach, como descreve o  Talmud: “Disse Rav: O mundo foi criado só para David. Disse Shemuel: Para Moshêh. Disse o Rabi Yochana: Para o Mashiach. Como se chama o Mashiach? (...) Se chama “o leproso da casa dos estudos”- disseram os rabinos - porque disse o escrito: “certamente Ele levou as nossas enfermidades, e sofreu nossas dores; e nós o reputamos por ferido de Elohim e oprimido” (Yeshayahu 53)” (Talmud Bavili, Tratado Sanhedrim 98a). 

 

Outro trecho sujeito a críticas é o que se encontra no verso 8:  “Com opressão e juízo iníquo foi aprisionado; acaso alguém (das nações) argumentou para com sua geração: “Ele (Yisrael) foi exilado da  terra dos vivos pela transgressão do meu povo, e por  isso recebeu esse duro golpe?” (grifo meu). Ao analisar o trecho destacado em negrito, o que se vê é uma frase contraditória. Afinal, todo o tempo o autor impõe um diálogo entre “Yisrael” e as “nações”, excluindo uma terceira pessoa, a figura do Mashiach. Observe a tradução interlinear-literal:

 

Ki (porque) nigzár (ele foi cortado) meérets (da terra) chaim (dos vivos) mipêsha (da rebelião) ami (do meu povo) nega (um golpe) lamô (recebeu)”

 

O que se vê é que a expressão “ami” (meu povo) se refere a Yisrael, a única nação no mundo que é chamada nas Escrituras Hebraicas de “meu povo”. Então como pode o mesmo Yisrael levar um golpe pelo “meu povo” (Yisrael). Há um outro sujeito que recebeu um golpe pela rebelião ou transgressão do povo de Yisrael. Isto é demonstrado pelo verbo “nigzár” (que está na 3ª pessoa do singular masculino – “cortado”) e o verbo “lamô” (que também está na 3ª pessoa do singular masculino – “recebeu”). Lembrando, que não há a expressão “exílio” (galút) no texto original. Fica claro que neste caso há referência ao Mashiach (a 3ª pessoa do singular) como redentor das culpas de Yisrael.

 

Yeshayahu 53:10. Este é outro trecho profundamente alterado, veja como se segue a tradução feita pela Bíblia Hebraica em Português: “Contudo, aprouve ao Eterno oprimi-lo para testar se sua alma se oferecia como restituição, para que pudesse ver prolongados os dias de sua semente, e sentir prosperar, por seu intermédio, os desígnios do Eterno”. Agora observe a tradução interlinear-literal:

 

VeAdonay (e Adonai) chafêtz (a gradou) dakô (quebrantá-lo) hechelí (enfermá-lo) im-tassim (quando o colocar) ashâm (como oferta pelo pecado) naf’shô (a alma dele) yreê (verá) zéra (sua semente) yarích (prolongará) yamim (os dias) vechfêts (e deleite) YHVH (Adonay) beyadô (pela

mão dele) ytslách (prosperará).

 

O que se deve discordar é a tradução do termo “asham” (oferta pelo pecado) por “restituição”. Sabe-se o sentido literal de “asham” como significando “compensação”, porém “asham” é uma referência direta a “oferta pela culpa” oferecida no Templo, conforme se vê o uso da palavra em textos como:

 

  • Vaykrá 14: 21 Porém se for pobre, e em sua mão não houver recursos para tanto, tomará um cordeiro para expiação da culpa em oferta de movimento, para fazer expiação por ele, e a dízima de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos, e um logue de azeite,

 

  • Vaykrá 19:21 E, por expiação da sua culpa, trará ao Yahuh à porta da tenda da congregação, um carneiro da expiação,

 

Ao ofuscar a função de “asham” do Mashiach, exclui-se qualquer possibilidade, de encontrar a cura de Yisrael, a resposta para um Yom Kipur verdadeiro. Pois não há “Yom Kipur sem sangue” como afirma a tradição.  Sem dúvida, por isto o Eterno providenciou um “asham”, uma oferta pela culpa de todo Yehud (judeu). O Eterno providenciou esta cura e os que a experimentam (Yehud ou não-Yehud) conhecem bem os seus efeitos.

 

O que se vê também, é que há uma suavização dos verbos usados. Ao invés do verbo “testar” dever-se-ia usar  como no original o verbo “hechêlí” que vem da raiz “chalá” que só pode ser traduzido como: “adoecer, se tornar enfermo, etc”. O verbo “testar” é inexistente no original, não há nenhuma palavra que suporte esta tradução. Vale aqui uma crítica: Por que a versão em questão traduziu o termo que vem da raiz “chalá” como “teste” em Yeshayahu 53:10 e traduziu como “doente” em Yeshayahu 33:24? Este texto foi traduzido como se segue: “E não dirá um habitante (de Jerusalém): “Estou doente”, pois ao povo que ali vive serão perdoados todos os pecados” (grifo meu). 

 

TEXTO 4: Zekachayahu 9:9

“Rejubila-te com todo teu ser, ó filha de Tsión! Clama com alegria, ó filha de Yerushalayim! Eis que para ti se encaminha teu justo rei, triunfante por suas vitórias, mas ao mesmo tempo comportando-se com humildade, cavalgando um filhote de jumento”. Observe a tradução linear:

 

Gili (alegra-te) meôd (muito) bat (filha) tsiôn (de Sião)  harii (grita) bat (filha) yrushalam (de Jerusalém) hinê (eis) malkêch (teu rei) yavô (virá) lách (a ti) tsadik (justo) venosha hu (e salvação ele é) ani (pobre) verochêv (e montado) al chamôr (sobre o jumento) veal-ayir (e sobre o filho do jumento) ben atonôt.

  

O texto procura obscurecer a “pobreza” e o “sofrimento” do Mashiach em sua primeira vinda Yeshua era pobre, as narrativas das boas novas deixam isto claro,  e sofreu em sua trajetória messiânica. Porém, neste caso há um obscurecimento deste detalhe. Pois se insere a seguinte frase: “...triunfante por suas vitórias, mas ao mesmo tempo comportando-se com humildade...” Não há no original esta estrutura, ele não se “comporta” com humildade, ele é “pobre e sofredor” ﬠני (ani)

 

Veja o uso da mesma palavra em alguns textos da Toráh:

 

  • Shemot 3:7 Falando do sofrimento e da aflição do povo de Yisrael no Mitsrayim.

 

7 E disse o Yahuh יָהוּה: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Mitzrayim, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.

 

  • Devarim 16:3 Falando do pão da aflição.

 

3 Nela não comerás chametz;( levedado חָמֵץ ) sete yamim nela comerás pães sem fermento, ( matzot מַצּוֹת) pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Mitzrayim, para que te lembres do yom da tua saída da terra do Mitzrayim, todos os yamim da tua vida.

 

O que a profecia de Zekachayahu procura demonstrar é a dupla função do Mashiach: “sofredor” e “vitorioso”.  Interessante observar novamente o que está preservado na tradição judaica, sobre esta relação do Mashiach “sofredor x vitorioso”, como está escrito: “Rabino Alexandre disse: Rabi Josué Ben Levi levantou uma contradição. Está escrito, neste tempo [virá o Mashiach], como também está escrito, Eu [Adonai]  apressarei isto!  Se eles forem dignos, eu apressarei isto, se não, [ele virá] no tempo oportuno. Rab. Alexandre disse: Rab. Josué opôs-se com dois versos: Está escrito, que um como o Filho do Homem virá com as nuvens dos shamayim, mas também está escrito que o [Rei virá a ti] humilhado e cavalgando sobre um jumento! Se eles merecerem, ele virá com as nuvens dos shamayim, mas se não, humilhado e sobre um jumento” (Sanhedrim 98a).

 

Como descrito, os rabinos debatiam  o duplo caráter do Mashiach: pobre, humilhado e afligido e ao mesmo tempo um Mashiach vencedor. Este conflito messianológico era muito presente no I século em vários debates rabínicos. Pois de fato havia textos que sustentavam o aspecto “sofredor” do Mashiach. Por isto há a tradição de um “Messias Ben Yosef” que antecederia o Messias conquistador. A diferença que existe na abordagem dos Netzarim, é que simplesmente vemos Yeshua como este Mashiach sofredor e que ele mesmo (como prometera) voltará para um povo que merecidamente o verá sobre as nuvens dos shamayim, em sua segunda vinda.

 

TEXTO 5: Zekachayahu 12:10

“E derramarei sobre a Casa de Davi e sobre os moradores de Jerusalém o espírito de graça e das súplicas, e olharão para Mim por causa daqueles que foram transpassados e gemerão como se fosse pela morte de seu filho único, e sofrerão como quem sofre por seu primogênito”. 

 

O problema reside no trecho: “...e olharão para Mim por causa daqueles que foram transpassados...” Mais uma vez, observe a tradução literal do trecho:

 

Vehibitú (e eles olharão) elay (para mim) êt (indicação de objeto direto) asher (que) dakarú (eles transpassaram) vesf’rú (e prantearão) aláiv (sobre ele) kemispêd (lamento).  

 

O uso de “êt” את pelo tradutor foi totalmente ignorado.  O “êt” tem a função de indicar objeto direto em uma oração, ou seja, que a estrutura após o “êt” recebe a ação do sujeito da estrutura anterior. “Eles” (os que olharão) são os sujeitos da oração. “Eles olharão” para aquele (“...para mim...”) que “eles transpassaram” e chorarão. Não há como sustentar “aqueles que foram transpassados”, até porque o verbo transpassar “dakarú” ( דקרו ) está na voz “Qal” ou seja, voz ativa e não voz passiva. Indicado “ação sobre” e não que os sujeitos da oração estão recebendo a ação. Mas, uma vez a tentativa de ofuscar, o lamento sobre o Mashiach ferido pelas iniqüidades de Yisrael e das nações.

 

Conclusão:

Como pôde ser observado, existe uma intensa produção textual inerente ao judaísmo que tenta de  alguma forma impedir a associação entre os textos messiânicos em sua forma original com a figura messiânica de Yeshua o Netsari (Nazareno). Por uma questão óbvia, sabe-se que por séculos o judaísmo vem resistindo esta combinação, na maioria dos casos de forma intencional. A figura de Yeshua vem sendo excluída do judaísmo durante séculos. Hoje, já existe um movimento acadêmico/teológico que tenta reconstituir Yeshua como um Yehud (judeu), como um grande mestre, até mesmo como um possível profeta Yehud, há até os que afirmam como se segue, Yeshua como um tipo de Messias Ben Yosef: “A literatura teológica judaica  clássica fala de um messias fracassado. Na maioria dos textos, ele é chamado Messias filho de José (ou Messias filho de Efraim). Trata-se de um messias preliminar, que vem em antecipação do, e para abrir o caminho ao Messias final, o Messias filho de David. É um messias que morre a fim de criar as condições e proporcionar a oportunidade, para que a redenção final ocorra. Essa idéia de um messias sofredor é originária do messianismo judaico (...) De acordo com outros historiadores Yehudim (judeus), a idéia do Mashiach filho de Yosef foi desenvolvida para conferir a Yeshua um lugar na teologia messiânica judaica. Segundo essa concepção, a idéia foi desenvolvida para tentar convencer os Yehudim do primeiro século que acreditavam que Yeshua era o Mashiach de que na verdade ele era um mashiach Yehud (judeu), mas não o Mashiach definitivo. Essa tentativa, esperava-se, que evitaria a separação desses Yehudim da comunidade judaica” (Yeshua segundo o Judaísmo, Ed. Paulus - Capítulo  “Quem você diz que sou?” - Rabino Byron L. Shewin) Currículo: Professor de filosofia e misticismo judaicos no Spertus Institute of Jewish Studies in Chicago.  Ordenado no Jewish Theological Seminary.  

 

O que se propõe com este artigo é que irmãos Yehudim tenham suas mentes abertas e seu ruach (espírito) livre pela verdade. Que questionem, que investigam com mente e coração dispostos pela verdade. A verdade é cara, custa vínculos, revisão de dogmas, mas a recompensa é  incomensuravelmente valiosa, ela liberta. O judaísmo possui em sua religiosidade indícios de uma revelação que está nas entrelinhas dos textos kadoshim, na liturgia, nos cantos sinagogais e na sabedoria dos rabinos. Yeshua foi o único Yehud (judeu) que dividiu a história, sua simplicidade enigmática deixou uma marca no tempo. As impressões que Ele legou, nunca serão feitas por outro Yehud na história.

 

Uma crítica como esta, não tem outro fim, a não ser permitir que as pessoas pensem, pensem de forma autônoma e livre, para compreenderem finalmente a verdade além dos dogmas. 

 

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