Páscoa Romana ou Pessach Judaica?

09/01/2012 17:58

 

Páscoa Romana ou Pessach?
1 - INTRODUÇÃO
" prove todas as coisas " (I Tess. 5:21)
Embora o nome "Páscoa" semanticamente derive do termo “ Pessach” (do hebraico ‘ passagem’ ), a festa cristã
da Páscoa está muito longe do Pessach. Apenas para facilitar a identificação, chamaremos de “ Páscoa
romana” a festa cristã, e manteremos o nome “ Pessach” para a festa judaica. O objetivo deste artigo é
verificar se a “ Páscoa” cristã é uma festa aprovada pelo Eterno nas Escrituras.
2 – ORIGEM DA PÁSCOA ROMANA
Sabemos que atualmente a “ Páscoa romana” sofre alterações a cada ano. Tal fenômeno é explicado assim, em
Schaff-Herzog Ency. O conhecimento religioso, Vol. 2, p. 682:
“ A presente variação de tempo foi estabelecida pelo Romanismo primitivo misturado com um festival pagão
muito antigo da primavera para a deusa da primavera. Esta [data] foi fixada no domingo imediatamente após
o 14o. dia da lua pascal que aconteceu sobre ou primeiramente após o equinócio vernal.”
No Concílio de Nicéia, mais uma vez vemos Roma descaradamente adulterando as datas das Festas do
Eterno, para se distanciarem dos judeus, e coincidirem com os cultos aos deuses venerados por Constantino e
sua turma.
3 – A “ DEUSA” DA PRIMAVERA
A Babilônia "rainha dos céus," Semeramis, esposa de Nimrod, é a precursora de uma série de “ divindades”
de difernetes culturas: Astarote e do Vênus dos gregos, Juno dos latins, Ashtoreth, do Zidonianos, Ishtar, dos
babilônios, e de Eostre, deusa da primavera, dos primitivos Anglo-Saxões. Os druidas possuíam festivais
religiosos em sua honra e ao deus-sol em Abril, chamando de a “ Easter Monath” . É desta expressão que vem
a palavra “ Easter” , que vergonhosamente foi colocada como tradução de “ Pessach” em algumas traduções
populares da Bíblia para o Inglês (como a King James, por exemplo).
A deusa Ishtar, ou Eostre, foi adorada como sendo a deusa do amor e da fertilidade, e como a vida da
natureza. Na mitologia babilônica esta " rainha dos céus " foi adorada como a deusa do impulso sexual. Na
Enciclopédia Hastings de Ética Religiosa, p. 117, nós lemos sobre essas " antigas páscoas":
“ Um banquete de primavera com celebração, festa. Estas ocasiões eram marcadas com uma grande liberação
sexual.”
Esta é a maligna adoração fálica à qual o Eterno se refere em Isaias 57:5-8 e Ezequiel 16:17. Os " bosques"
relacioados com os "lugares altos" onde Israel freqüentemente se prostituia em idolatria (Tehilim 106:28-39)
eram as imagens e os lugares onde estes festivais sujos para a "rainha dos céus” aconteciam. A palavra "
bosques," encontrada quarenta vezes na versão King James em inglês vem da palavra hebraica “ asherah” e é
associada sempre com a adoração de Astarote, aliás Ishtar, Eostre, Easter, a deusa da primavera.
4 – ORIGEM DA “ QUARESMA”
A chamada "quaresma” é uma prática de origem puramente babilônica. No inglês, esta época é chamada de
“ Lent Season” , e vem da palavra saxônica "Lenct", significando "primavera. " As religiões pagãs primitivas
do México também comemoram quarenta dias em abril. A origem desta comemoração está nos quarenta dias
no equinócio vernal em Abril, celebrados pelos adoradores do demônio do Curdistão, em honra ao deus-sol.
Esta prática foi trazida da Babilônia em 2000 AC. Sua origem está no “ lamento por” Tamuz. O deus-pagão
Tamuz era supostamente a reencarnação do marido de Ishtar/Semíramis, chamado Nimrode. Na primavera,
celebrava-se o renascimento dos mortos. Era um tempo de lamentação seguido por um dia de alegria. O
Eterno condenou Israel por tomar parte nesta celebração como vemos em Ezequiel. 8:13-14:
Ele me disse, " Ainda tornarás a ver maiores abominações, que estes fazem. " Então trouxe-me à porta da
porta da casa de YHWH que estava para o norte, e estavam ali mulheres sentadas chorando a Tamuz.
5 - Costumes Modernos de Páscoa
Uma boa pergunta: que conexão tem colombas pascais, ovos, coelhos e roupas nova scom a ressurreição de
Yeshua HaMashiach? Obviamente que a resposta é: Absolutamente nada! A origem moderna "Colomba
pascal", um bolo feito em forma de cruz, é explicada suficientemente em Jer. 7:18; 44:17-19:
“ As crianças recolhem a madeira e os pais acendem o fogo e as mulheres preparão sua massa de pão, para
fazer bolos à rainha dos céus e para derramar aos oferendas de bebida a outros deuses, isto eles fazem para
provocar Minha ira,”
A ira de HaShem está certamente sendo provocada quando os que se dizem seus seguidores praticam
costumes pagãos em relação à ressurreição de Seu filho amado.
5.1 – Ovos de Chocolate
O costume de dar ovos em Abril provavelmente vem da teologia e dos costumes encontrados entre os
egípcios, persas, gauleses, gregos e romanos, entre os quais o ovo era um símbolo do universo — o trabalho
do ser supremo. Tingir os ovos pode ser proveniente dos Chineses. Os ovos eram o símbolo sacrificial dos
druidas. Roma, mais uma vez fazendo adições à Palavra do Eterno, consagrou o ovo como sendo o símbolo
da ressurreição do Massiach. O papa Paulo V ensinou os povos a orar a seguinte e abominável “ oração” na
“ Páscoa romana” :
“ Abençoa S-nhor, nós te pedimos, a criatura deste ovo, que possa se transformar em sustento completo aos
teus servos, que comem em memória do nosso Senhor Jesus Cristo.”
Os antigos babilônios acreditavam que um ovo caiu do céu no rio de Eufrates e os peixes o rolaram à costa
onde as pombas o fizeram chocar e de onde saiu "a rainha dos céus", Ishtar. Desta forma, o ovo
transformou-se num símbolo de Ishtar, deusa muito adorada pelos antigos, e é usado hoje por cristãos
enganados e iludidos a pensarem que estão celebrando uma festa santa! Não é à toa que as Escrituras dizem
que Satan se transforma até em anjo de luz quando se trata de tentar enganar as pessoas!
6 – O COELHO
A moda do coelho na Páscoa pode ter sua origem num paganismo antigo originário da região onde hoje fica a
Alemanha. Às crianças eram dito que se fossem boas, um coelho branco colocaria dentro de suas casas
enquanto elas estivessem dormindo, e em segredo, o maior número de lindos ovos coloridos em cantos
ímpares da casa. Aqui originou a aparentemente inocente "a caça aos ovos de Páscoa" das crianças.
O coelho, para os antigos, era um símbolo da lua (a ligação entre o sol Venus ou Ishtar), ele que é um animal
noturno. A lebre é o único coelho que nasce com seus olhos abertos. A palavra egipcia para lebre é "un",
que significa " abrir ". Assim a lebre foi associada com a abertura de uma estação nova, a primavera, em
Abril, no equinócio vernal. As lebres e os ovos eram também usados como simbolismo no Egito na abertura
de seu ano novo, em que os ovos eram quebrados cerimonialmente.
7 – ROUPAS NOVAS
Mas de onde vem o costume de vestir roupa nova na “ Páscoa romana” ?
Resposta: Da região da Inglaterra, nos temos primitivos, considerava-as que usar roupa nova nesta época
trazia sorte.
8 – MISSA DO GALO
Por fim, e os serviços religiosos ao nascer do sol na “ Páscoa romana” ? Eles também estão sob condenação
divina ? Nós necessitamos olhar somente à análise do próprio Tanach. Quando Israel desejou fazer "serviços
ao nascer do sol", o Eterno expressou Sua desaprovação em Ezequiel. 8:15-18:
" Ainda tornarás a ver maiores abominações, que estes fazem. ". E levou-me para o átrio interior da casa de
YHWH, e eis que estavam à entrada do Templo de YHWH, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco
homens, de costas para o Templo de YHWH, e com os rostos para o oriente; e eles, virados para o oriente
adoravam o sol...... ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei.”
Lendo isto no Tanach e sabendo que o deus-sol, Ba’ al, ou Tamuz, o " marido-filho " de Semíramis (Ishtar) e
o seu culto idólatra estão por trás do princípio da adoração a praticamente todos os deuses pagãos, o seguidor
sincero de YHWH não pode tomar nenhuma parte em serviços de “ Páscoa” feitos por um mundo que rejeita o
Messias, pois o Eterno nos proibiu de misturarmos sagrado com profano, e sabemos sem sombra de dúvida
da origem pagã, inspirada por Satan, destes costumes:
"não tenha nenhuma comunhão com os trabalhos infrutiferos da escuridão, mas antes os reprove . " (Ef.
5:11).
A Torah nos lembra:
"Não seguirás uma multidão para fazeres o mal;" (Shemot / Êxodo 23:2)
E o próprio Yeshua disse:
"porque o que entre os homens é elevado, perante Elohim é abominação" (Lucas 16:15)
Lembremo-nos das palavras de Paulo, de que não devemos misturar o que é pagão às coisas de D-us:
"Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça?
ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre o Mashiach e Belial? ou que parte tem o
crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Elohim com demônios? Pois nós somos santuário
de Elohim vivo, como Elohim disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Elohim e eles serão
o meu povo." (2 Coríntios 6:14-16)
E ainda da recomendação dele:
"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que
experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Elohim." (Romanos 12:2)
Conclusão
Devemos celebrar o Pessach, festa ordenada e apontada pelo Eterno, que simboliza não só a passagem da
escravidão para a vida, como a passagem do pecado para a vida eterna. Não devemos, porém, tomar parte em
celebrações pagãs, como obviamente é o caso da abominável “ Páscoa romana” celebrada inocentemente por
milhares de cristãos, entre católicos, protestantes e evangélicos, como festa ao Eterno.

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